{"id":4617,"date":"2016-06-25T16:06:13","date_gmt":"2016-06-25T16:06:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/?p=4617"},"modified":"2016-06-25T16:06:13","modified_gmt":"2016-06-25T16:06:13","slug":"nao-e-so-pelos-33","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anu.ufsj.edu.br\/site\/diz-ai\/nao-e-so-pelos-33\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelos 33"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4622\" style=\"width: 333px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4622\" loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-4622 alignleft\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/survivor.jpg\" alt=\"survivor\" width=\"323\" height=\"214\" \/><p id=\"caption-attachment-4622\" class=\"wp-caption-text\">Imagens do clipe <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NlxFf40Lqx4\" target=\"_blank\">Survivor<\/a>, vers\u00e3o de Clarice Falc\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Para mim, que sempre fui dada \u00e0s liberdades sem restri\u00e7\u00f5es &#8211; coisa de aquariana da cabe\u00e7a solta &#8211; ler as not\u00edcias sobre a realidade da mulher no Brasil ainda me causa profunda dor, me faz sentir p\u00e1ssaro obrigado a conformar com uma infinidade de grades na gaiola. Os n\u00fameros aterrorizantes v\u00eam como socos no est\u00f4mago: 3 em cada 5 mulheres jovens j\u00e1 sofreram viol\u00eancia em seus relacionamentos, 56% dos homens admitem que j\u00e1 cometeram alguma dessas formas de agress\u00e3o, 48% das mulheres agredidas declaram que a viol\u00eancia aconteceu em sua pr\u00f3pria casa, e por a\u00ed vai. Das muitas coisas que as minhas indigna\u00e7\u00f5es infantis \u00e0 respeito da maldade do mundo n\u00e3o consegue digerir, este tipo de dado \u00a0em pleno s\u00e9culo XXI est\u00e1 entre elas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">A for\u00e7a desta dor feminina me atinge muito al\u00e9m da capacidade de solidarizar-se com o sofrimento alheio: sinto-a em minha pele. Gra\u00e7as a Deus nunca fui estuprada por 33 caras (absurdo ter que render gra\u00e7as por algo do tipo), mas tenho que lidar com olhares esfomeados de homens na rua se o dia est\u00e1 quente e o meu short \u00e9 curto. Tenho que lidar com cara que se acha no direito de pegar no meu bra\u00e7o e me puxar na festa porque sorri e conversei quando ele me chamou, por educa\u00e7\u00e3o e simpatia, e aguentar uma insist\u00eancia opressiva porque o mo\u00e7o acha que &#8220;estou fazendo doce&#8221;. Sou obrigada a aceitar menosprezo em certos assuntos, a ver minhas semelhantes em s\u00e9ries serem coadjuvantes, hist\u00f3rias femininas girarem em torno de uma figura masculina.<br \/>\n<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight:400;\">Tenho que lidar com uma rid\u00edcula competi\u00e7\u00e3o feminina, na qual muitas vezes criamos antipatias umas das outras sem nunca termos nem conversado, nos ofendemos, pelo simples fato de que algum cara preferiu ela a n\u00f3s, enquanto os caras n\u00e3o ligam a m\u00ednima nem para uma nem para outra. Veja bem, n\u00e3o quero criar generaliza\u00e7\u00f5es aqui. No entanto, infelizmente, essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito recorrentes. O machismo est\u00e1 t\u00e3o profundamente arraigado na nossa sociedade, nos m\u00ednimos detalhes cotidianos, como quando um namorado acha que precisa apertar de maneira protetora a cintura da namorada trazendo-a mais para perto, porque se aproxima um grupo de caras. \u00d3bvio que o rapaz faz com a melhor das inten\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o dever\u00edamos precisar ser protegidas, amparadas, puxadas para perto, ter nossas pernas de fora limitadas, andar na rua de noite apertando os bra\u00e7os na frente do corpo com medo de quem pode se aproximar. \u00c9 2016, gente! Acorda! Eu n\u00e3o preciso nem racionalizar argumentos para justificar a anormalidade de v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que ainda teimam em permanecer. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Meu pai acha normal ele n\u00e3o ter obriga\u00e7\u00e3o nenhuma com os afazeres dom\u00e9sticos, apesar de ele e minha m\u00e3e trabalharem a mesma quantidade de horas por dia. Nas festas, muitos rapazes (vejam bem: n\u00e3o todos) acham normal passarem o tempo inteiro rodeando grupos de mulheres e ficarem observando e beirando como se f\u00f4ssemos peda\u00e7os de carne, oprimindo a liberdade das mo\u00e7as de dan\u00e7arem, rirem e aproveitarem a festa como bem quiserem. Enquanto uma mo\u00e7a, quase que normalmente, abre m\u00e3o de estudos\/trabalho por um tempo ao engravidar, o pai segue sua vida normalmente, em algumas vezes colabora apenas financeiramente e as pessoas veem com normalidade esta pr\u00e1tica. Acham que somos obrigadas a usar contraceptivos e eles n\u00e3o precisam de camisinha, e se engravidamos, obviamente a culpa \u00e9 toda nossa, que nos fertilizamos com um espermatozoide vindo dos c\u00e9us.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Quando uma menina \u00e9 estuprada por 33 animais, numa viol\u00eancia absolutamente inacredit\u00e1vel por ter sido cometida por seres humanos pensantes, al\u00e9m de relembrar todas os meus inc\u00f4modos di\u00e1rios pela minha condi\u00e7\u00e3o feminina, tenho que sofrer por ver pessoas com capacidade de defender estes homens. Em alguns lugares deste mundo escabroso que \u00e9 a internet, vi as pessoas justificando o ocorrido com algumas fotos que disseram ser da menina segurando armas, fazendo apologia ao crime, e alguns \u00e1udios onde rapazes comentam que ela costumava mesmo transar com v\u00e1rios caras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Preocupa-me viver em uma sociedade que acredita que um crime grotesco pode ser justific\u00e1vel por comportamentos que julga inadequados. Trinta e tr\u00eas pessoas violentarem sexualmente uma crian\u00e7a n\u00e3o pode ser considerado aceit\u00e1vel pelo fato de a menina se envolver com armas ou ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com v\u00e1rias pessoas por escolha pr\u00f3pria. N\u00e3o estou dizendo que acho saud\u00e1vel este tipo de comportamento &#8211; e aqui tangencio o tema com um par\u00eantese: se meninas de 16 anos est\u00e3o se envolvendo com armas e banalizando sua sexualidade, isso acontece devido \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o de algumas classes na desigual sociedade brasileira, desde nossa coloniza\u00e7\u00e3o. Somos v\u00edtimas da viol\u00eancia, e n\u00e3o suas agentes. Infelizmente, a respeito n\u00e3o s\u00f3 deste assunto mais de v\u00e1rias outras discuss\u00f5es sociais, vejo as pessoas ficarem apenas na superf\u00edcie do tema, sem reflex\u00e3o, e corroborar este tipo de ideia absurda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">H\u00e1 quem goste de ironizar o feminismo pelas redes sociais. Para estes, eu repito uma li\u00e7\u00e3o que muito sabiamente aprendi: nunca menospreze uma luta que n\u00e3o \u00e9 sua. E digo isso para as mulheres tamb\u00e9m. Mo\u00e7a: se voc\u00ea tem o privil\u00e9gio de se sentir acolhida, cuidada, respeitada no meio social onde vive, n\u00e3o fale sobre as realidades de um pa\u00eds m\u00faltiplo que voc\u00ea n\u00e3o conhece. Enquanto voc\u00ea aprendeu a se cuidar, a se defender e convive com pessoas que consideram sua consci\u00eancia, mo\u00e7as na favela s\u00e3o espancadas e t\u00eam filhos \u00e0s pencas sem ao menos perceber que vivem em condi\u00e7\u00f5es que precisam ser revistas e melhoradas. Rapazes: voc\u00eas n\u00e3o sabem o que \u00e9 conviver com um medo genu\u00edno que nunca passa, implantado l\u00e1 fundo do seu ser, que reascende no cora\u00e7\u00e3o e faz ele disparar a cada vez que um cara passa na rua e parece te despir com os olhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Por isso gente, vamos acordar. Vamos aprofundar esse debate! Algumas coisas j\u00e1 foram mudadas, mas ainda h\u00e1 muito o que se fazer. Eu quero por minha cara, perna, exist\u00eancia por completo e infinitas vontades e anseios sobre as ruas sem dor e sem medo, sem 33 fantasmas para me atormentar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:right;\">Texto: Sarah Rodrigues<br \/>\nDispon\u00edvel no blog\u00a0<a href=\"http:\/\/oesticafio.blogspot.com.br\/?m=1\" target=\"_blank\">O Esticafio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para mim, que sempre fui dada \u00e0s liberdades sem restri\u00e7\u00f5es &#8211; coisa de aquariana da cabe\u00e7a solta &#8211; ler as not\u00edcias sobre a realidade da mulher no Brasil ainda me causa profunda dor, me faz sentir p\u00e1ssaro obrigado a conformar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4620,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[21],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelos 33 - Jornalismo UFSJ<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/diz-ai\/nao-e-so-pelos-33\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelos 33 - Jornalismo UFSJ\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Para mim, que sempre fui dada \u00e0s liberdades sem restri\u00e7\u00f5es &#8211; 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